Pérola Negra


Hoje nada de Louise somente Josephine Baker minhas crianças! Frida Josephine Mcdonald nasceu em 03/06/1906 em Saint Louis. Mais conhecida como Josephine Baker não foi só uma grande dançarina e cantora do início do séc 20, foi uma mulher a frente de sua época, que conseguiu quebrar tabus por ser uma mulher negra, e é inspiração para muitas Beyonce's de hoje em dia. Ela Teve uma infância pobre chegando a dançar nas ruas para ganhar dinheiro. Juntamente com sua mãe e irmã chegou a trabalhar como lavadeira em casas de família. Um belo dia conseguiu um emprego de camareira de Clara Smith (?), e conseguiu a oportunidade de substituir uma corista. Casou-se aos 15 anos de idade, mas o matrimônio não durou muito, devido aos preconceitos raciais sofridos na cidade ela deixou seu então marido William Howard Baker, ficando apenas com o Baker de sobrenome dele.

Aos 19 anos conseguiu uma vaga de show na Broadway e foi convidada a participar do espetáculo Revue Négre em Paris no Teatro Champs Ellysées, ela era considerada engraçada pelas inúmeras caretas que fazia. As atrações do show eram os bailados exóticos e os negros zulus. Josephine fazia uma dança selvagem e louca. Era uma misturada doida de charleston unida com não sei o quê! Invenção dela, não sei.


Ela era linda, exótica, sexy e desbocada.Tornou-se estrela no Follies Bergères e no Cassino de Paris, conquistando a fama logo em seguida. Sua primeira performance foi a famosa (e na minha opinião estranha e engraçada) dança da banana, onde aparece usando somente uma tanga feita com as frutas. Pernas e seios de fora. Ela rapidamente tornou-se a favorita da França (Lógico!). Logo veio o segundo casamento com Pepito di Abatino que obviamente não durou muito. Em 1929 em meio a uma tourne na Europa, conheceu o arquiteto Le Corbusier. Dizem fontes, os dois talvez teriam sido amantes. É possível, porque o que não faltaram na vida de Josephine foram maridos e amantes. Além de Baker e Abatino, casou-se com Jean Lion, Joe Bouillon e Robert Brady. A lista de admiradores da moça incluía Georges Simenon, Pablo Picasso, Alexander Calder, E. E. Cummings e outros que só ela sabia.


Mas a vida de Josephine não se limitou aos espetáculos da Broadway. A participação de Josephine na Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial e sua luta contra o racismo lhe valeu as duas mais altas condecorações da França, a Cruz de Guerra e a Legião de Honra. Além de lutar ao lado de Martin Luther King , apoiando os direitos civis. A partir de 1950, começou a adotar crianças órfãs durante suas turnês pelo mundo, passando a criá-las em seu castelo, Les Milandes, nas vizinhanças de Paris que ela chamava de “Tribo Arco-íris”. Também adotava animais, de todas as raças. Chegou a passear por Paris com um leopardo chamado chiquita adorava escapar da coleira dentro do teatro, quando ela insistia em levá-lo para assistir a uma peça. Josephine Também se naturalizou francesa.


Josephine Baker esteve no Brasil pela primeira vez em 1929 no Teatro Cassino no Rio de Janeiro (como sempre sorte dos cariocas). Depois em 1952 e contracenou com Grande Otelo no show "Casamento de Preto", onde cantou a famosa música "Boneca de Piche" em português (infelizmente não encontro essa gravação). Em 1963 fez uma temporada no Copacabana Palace e se apresentou no Teatro Record, em São Paulo. Esteve pela última vez no Brasil em 1971, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Porto Alegre.

Inspiração: Eternizada e bem feita, para Marcus Baby.

No final dos anos 1960, passou por dificuldades financeiras e parou de se apresentar em 1968. A princesa Grace de Mônaco ofereceu a ela uma casa no Principado, quando soube dos seus problemas financeiros. Josephine se apresentou em Mônaco, com grande sucesso, em 1974. No mesmo ano fez apresentações em Nova York. Estava se preparando para comemorar, em Paris, os 50 anos de palco, quando entrou em coma e morreu aos 68 anos, em 12 de abril de 1975. Seu funeral foi em Paris onde viveu grande parte de sua vida e foi enterrada em Mônaco.
Estilo: Decotes, brilhos e sorriso no rosto.

Josephine foi a primeira artista negra a fazer história no mundo. Imagine em uma época como a que viveu conquistar tudo o que ela conquistou simplesmente foi grandioso e abriu portas para outros grandes artistas negros. Não é a toa que foi apelidada de Vênus Negra, Pérola Negra e ainda a Deusa Crioula. Também pode ser considerada a primeira pin-up negra da história, muito bem lembrada pela minha amiga Cherry Pepper!
Seguidora: Beyoncé durante uma perfomance totalmente inspirada em Baker ao lado do Jay-Z.

Ela ainda serve de inspiração para outras artistas nos dias de hoje. Até mesmo Beyonce já se inspirou na dança da banana para uma de suas apresentações no VMA, se não me engano ao lado do maridão. O rebolado dela não nega as origens. Quando vejo atuais Divas gringas se apresentando e rebolando, dançando muito por aí eu só consigo associar tudo isso a primeira e única pérola negra.

Ousada: Acho difícil outra pessoa dançar desse jeito e fazer caretas ao mesmo tempo.
Cômica: sem comentários.

Post gigante? Pois é, na verdade eu resumi bastante. Poderia ficar até amanhã falando das celebridades e coisinhas culturais que admiro, que de certa forma influênciaram os atuais, mas que simplesmente foram totalmente esquecidos. Aceito sugestões para novas postagens desde que sigam o proposta desse blog. XoXo!

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4 comentários

  1. Eu quero aquela boneca pin-up pra mim... eu tb quero aquelas lindas luvas, e quele LINDEZIMO vestidinho...e aquela maravilhosa pulseira...e claro nao posso esquever aqueles maravilhosos SAPATOS!!!!Eu nao curto muito Leopardo mas quem resistiria a um ``leopardo chamado chiquita``!? rsrs.

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  2. Oi lindona!!! Adorei esse cantinho, mas não consegui ver o outro... meu email: ma.kirchner@gmail.com

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  3. ah, ela é simplesmente incrível! ADORO seus blogs mesmo (L)

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