#Resenha: Bodas de Ódio (Florência Bonelli)


Capa Original
SinopseCom sua beleza ruiva, sua teimosia e seu espírito impulsivo, a jovem Fiona Malone faz honra à sua origem irlandesa. Nega-se a seguir os costumes portenhos da época, pois está decidida a casar-se por amor. Por isso se desespera quando seu pai impõe seu matrimônio com Dom Juan Cruz de Silva, protegido do tirano Juan Manuel de Rosas.De Silva, apelidado "El Diablo", tem um passado negro e débito sua prosperidade tanto a sua inteligência, valor e frieza como ao afeto que lhe tem Rosas. Para consolidar sua posição deve casar-se com uma jovem de boa família, e a beleza da Fiona o conquistou. Entretanto, o matrimônio começará marcado pelo ódio. Juan Cruz e Fiona só serão felizes se sabem ceder à imensa força do desejo e do amor.






Título: Bodas de Ódio
Autor: Florência Bonelli
Ano de Lançamento: 1999
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Bodas de Ódio é o primeiro livro de Florência Bonelli. Conta a história de amor de Fiona Malone e Juan Cruz de Silva em meio a um cenário cheio de divisões sociais e políticas na metade do século XIX em Buenos Aires. Fiona Malone é uma jovem rica de descendência irlandesa. Sua família é tradicional e muito conhecida no âmbito social e político. Apesar de viver na alta sociedade, Fiona desaprova muitos de seus costumes frívolos e cheios de interesse. Como se ainda não bastasse, ela tem um gênio difícil e é muito teimosa: insiste em se casar apenas por amor, e diferente de muitas damas de sua idade, simplesmente odeia festas e todo espetáculo que qualquer moça de boa família faz para agarrar um marido. No entanto, foi em uma destas festas em que se viu obrigada a frequentar, que ela conhece – de maneira nada ortodoxa – o senhor de Silva.

Juan Cruz de Silva é um homem bem-sucedido, rico, intimidante e poderoso. É chamado por muitos de “O diabo”, mas ao mesmo tempo em que é temido, também é respeitado. No entanto, ele seria ainda mais respeitado se não fosse por um pequeno detalhe: ele é um filho bastardo. O pai de Fiona, de quem a moça não suporta, conseguiu levar a família à falência. Sendo assim, ele decide casar a filha e se ver livre de suas dívidas (e de uma filha indomável). Agora a moça está presa em um compromisso forçado e seus piores pesadelos ganham forma e vida quando ela descobre quem é seu futuro marido - nem preciso dizer quem é. Para Juan Cruz, o casamento com uma moça de família fará com que ele ganhe o respeito e prestigio social que são, teoricamente, as únicas coisas que lhe faltam. Ele escolhe como noiva uma Malone considerada a mais bela de todas. Porém, ele terá muito trabalho se pretende domar Fiona e ter o seu amor.

Fiona é uma daquelas personagens que a maioria das mulheres poderia se identificar: ela é forte, tem opinião, é íntegra e não tem medo de dizer o que pensa. Mas ela também é muito mimada e infantil, do tipo que literalmente foge quando a batata esquenta. Talvez por isso eu não tenha me identificado tanto com a personagem, mas até mesmo eu sei que nem todas podem ser uma Lizzy Bennet da vida, certo? Muitas vezes me deixou irritada a forma como ela tratava Juan Cruz, que também não é nenhum santo. Não colaborou muito para que eu gostasse dele, principalmente depois daquela 'noite de núpcias'. Dois personagens bastante intensos e de personalidade forte, mas também cativantes e o leitor acaba por se ver inúmeras vezes torcendo para que um dos dois ceda.  A tensão social e política que afeta a vida do casal é bem-descrita conforme a realidade da época, por exemplo o caso de Camila, a melhor amiga de Fiona - que em consideração aos meus queridos leitores que odeiam spoilers, prefiro não entrar em detalhes. Mas a cereja do bolo de fato veio no final, seguido por um belíssimo epílogo. 

Esse é o tipo de enredo que me atraí, apesar das falhas na tradução que encontrei, não deixou a desejar em um só momento. É um bom livro. Me lembrou outros títulos que já li (e até mesmo novelas mexicanas, dentre elas a mais linda de todas e favoritíssima "Coração Selvagem", de 1994), que seguem essa linha e mais parece uma releitura de "A Bela e a Fera", como “O Príncipe dos Canalhas”, que resenhei algumas semanas atrás. Mas em resumo é um bom livro, e eu recomendo a leitura para qualquer um apaixonado por esse gênero. Espero que tenham gostado da resenha. Fiquem à vontade para indicar livros também - não necessariamente romances de época. Beijos e tenham uma ótima quarta-feira!

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12 comentários

  1. Não conhecia o livro.
    http://retromaggie.blogspot.pt/

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  2. Oi Pri,
    Não é bem o meu tipo de livro (não neste momento, pois sou de fases), mas o enredo parece ser bem interessante.
    Bjs

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    1. Não é um dos meus favoritos, é razoável. Eu gosto muito de romances de época, rsrs..Obrigada pela visita Betty!, bjs

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  3. Lindo final de tarde, Pri!!!!!!!!!!! Bjkssssssssss

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  4. Abençoada quinta-feira!!!!!!!!!!! Bjkssssssssssss

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  5. Me falaram muito bem desse livro e confesso que não achei tão interessante pelas falancias, agora lendo essa resenha mudou meu conceito, já vou ler. Bjus! Amei o blog!

    http://petalasdelicadas.blogspot.com.br/

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    1. Eu tive muitas expectativas, mas não foi o que eu imaginei. Porém, é uma boa leitura para que gosta de livros do gênero. Bjs!

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  6. Pri, isso tá muito a cara da novela Amor Real, novela mexicana de 2003. É o mesmo enredo,uma personagem mulher forte que é obrigada a se casar com um rico e que também era bastardo, só que na novela quem leva a família falência é o irmão da personagem.

    Gostei bastante, curto esses enredos com personagens fortes, ainda mais porque me lembrou a novela, que aliás é uma das minhas favoritas <3

    Beijos

    Poesia em Transe

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    1. Gabi, realmente eu pensei no roteiro de "Amor Real" e "Coração Selvagem", para mim está mais para a segunda, pois é exatamente igual. Essas duas novelas estão no meu top 5 de novelas mexicanas. Eu não gosto muito hoje em dia, mas as de época sempre me encantaram. =) Bjs!

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