Quando pensamos na época de ouro do Jazz é comum lembrarmos do cinema mudo e dos espetáculos de uma jovem broadway, sem falar na moda característica, na bebida e, principalmente, as flappers. Em 2013 o filme O Grande Gatsby foi o responsável por trazer os anos 20 de volta ao cenário pop da atualidade. Não que essa época tenha caído no esquecimento da pessoas, mas um filme bem produzido e bem sucedido conseguiu influenciar diretamente no conceito de várias grifes famosas, sem falar na decoração em estilo Art Déco. Para todo o lugar que olhássemos, lá estava uma pontinha de influência 1920s do Gatsby.
A série de posts homenageando a Cultura Negra está de volta! Fiquei muito feliz com a receptividade e elogios em relação à essa coluna no ano passado. Então esse ano darei continuidade trazendo o melhor do Vintage Black e de todas as personalidades maravilhosas que me inspiram, seja no cinema, música, literatura, televisão, e o que mais estiver transitando na minha mente.
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Grace Nichols, mais conhecida como Nichelle Nichols, nasceu em 28 de dezembro de 1932. Ela começou sua carreira em 1953, e hoje aos 83 de idade, é sempre lembrada por seu papel de maior destaque, a tenente Uhura da série de televisão e também nos filmes relacionados à franquia Star Thek, conhecida aqui no Brasil como Jornada nas Estrelas. Antes se tornar atriz ela era cantora.
Sensualidade e talento nas estrelas - Foto: Reprodução
Legado: Nichelle Nichols não só deu vida a tenente e futura capitã de fragata, como também registou um marco ao ser a primeira mulher negra com um papel de destaque na televisão. Até então, os papéis cedidos à atrizes negras eram quase sempre o de empregadas domésticas, e nunca um papel de destaque como uma posição de chefia, por exemplo. Ao lado do colega de elenco William Shatner, que vivia o capitão James T. Kirk, ela protagonizou aquele que seria o primeiro beijo interracial da televisão, ocorrido no episódio Plato's Stepchildren (1968).
A cena do Beijo!
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Nichelle serve de inspiração para a sociedade e juventude negra, e também para toda uma geração de artistas negros que buscavam seus direitos. Martin Luther King Jr chegou a pedir e ela que não saísse da séride. Nichelle também chegou a participar de uma campanha da NASA que incentivava o ingresso de jovens negros em um programa espacial.
Não demorou muito para que Nichelle também se tornasse um ícone de moda nos anos 60. Seu estilo serviu de inspiração para muitas mulheres negras, e até hoje muitas cantoras pop também foram influenciadas. Ao mesmo tempo, ela também fazia a cabeça de todos os homens. - Foto: Reprodução
Eu acho ela parecida com a Beyonce. Quando soube que a série iria ganhar um longa alguns anos atrás, achei que a Beyonce seria um papel perfeito (apesar de não ser fã dela) - Foto: Reprodução
No entanto, quem ficou com o papel de Nyota Uhura foi a atriz Zoe Saldana. Que alias, ficou muito bem! - Foto: Reprodução
As duas atrizes juntinhas!
No ano passado Nichelle sofreu um derrame, mas segundo alguns sites ela passa bem. Eu sou muito fã da série desde criança. Lembro que cheguei a "roubar" uma blusa vermelha que minha mãe tinha e fazia de conta que era meu vestido e que era a Uhura, kkkkk... Brincadeiras a parte, espero que tenham gostado do post. Alguém aí também é fã de Star Trek? Beijos e até a próxima!
Bom dia Vintagers! Hoje apresento mais um post da coluna especial: Vintage Black Beauty,comuma das maiores estrelas do Vaudeville de sua época: Ainda Overton Walker, mais conhecida como "A Rainha do Cakewalk". Para quem não está muito familiarizado com o termo, ano passado eu escrevi uma matéria aqui mesmo no blog falando sobre esse tema. O Cakewalk foi um estilo de dança de origem africana criado como uma sátira e, ao mesmo tempo, uma forma de entretenimento durante o século XIX nos Estados Unidos. (Leia mais sobre a matéria aqui). Sendo uma dança comumente executada por escravos, ela acabou passando pelas gerações futuras e indo parar nos espetáculos de Vaudeville!
Nota: Eu sei que falo muito sobre o Vaudeville em alguns posts, mas ainda não expliquei de uma forma mais ampla. Logo mais teremos uma matéria sobre o tema. Aguardem!
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Ainda conseguiu o papel principal feminino no palco, algo raro para uma mulher negra. - Foto: Reprodução
Aida Overton Waker nasceu no dia 14 de fevereiro de 1880 na cidade de Nova York. Ela foi uma perfomer de Vaudeville afro-americana casada com outro artista da cena de Vaudeville, George Walker. Ainda teve uma educação musical, e quando iniciou sua carreira muito cedo. Na adolescência já fazia parte do grupo "Black Patti’s Troubadours". Pouco tempo depois, ela conheceu o seu então futuro marido, e logo passaram a se apresentar juntos com mais um parceiro de palco chamado Bert Williams. A fama de Aida logo começou a se expandir. Ela fez parte de diversos espetáculos, sendo um dos mais famosos o show "Sons of Ham", em que interpreta a "Miss Hannah from Savannah", traduzido ao pé da letra: "Senhorita Hannah de Savannah". O talento somado à beleza exótica fizeram com que Aida, juntamente com seus parceiros de palco, se tornassem famosos e respeitados entre os demais artistas do meio, e também com o público. Nos palcos, Aida popularizou o Cakewalk e acabou ganhando o título de rainha.
Aida e o marido foram uns dos poucos artistas negros autorizados a se apresentarem para um público branco e em teatros onde só artistas brancos se apresentavam. - Foto: Reprodução Em 1903, Aida se apresento no palácio de Buckingham para o rei Eduardo VII. Essa performance fez com que ela se tornasse uma estrela internacional - Foto: Reprodução
Impondo sua própria Arte: Em 1910's a excentricidade e características das primeiras Femme Fatales e Vamps do cinema estava em pleno auge, graças à atrizes como Theda Bara. Muitas dessas personagens que invadiram os primórdios do cinema, também eram executados por diversos artistas de Vaudeville, tanto brancos como negros. Em 1912 Aida criou sua própria versão de "Salomé", personagem que virou febre e mania até então. Ela fez questão de fugir do esteriótipo da personagem da época, ao executar uma performance e atuação totalmente diferente das "Salomés" interpretadas por artistas brancas. Ela se recusou a reproduzir as mesmas atuações, caras e bocas e figurinos. As emoções do personagem eram refletidos em Aida, de uma forma diferente.
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Na foto da esquerda, Aida como Salomé! Foto: Reprodução! Foto: Reprodução
Declínio e Legado: Depois que o marido de Aida ficou doente, ela passou a se apresentar como artista solo, e depois que ele veio a falecer em 1911, sua carreira caiu em declínio. Com tudo, ela ainda participou de outras peças de teatro, justamente interpretando Salomé, que citei acima. Performance da qual ganhou elogios. Ela faleceu em 11 de Outubro de 1914, aos 34 anos de idade. Até hoje, Aida é conhecida e aclamada por ter sido uma ativista em busca da liberdade de sua arte, de suas origens e de direitos das mulheres. Fonte: Algumas referências eu retirei desse post do buzzfeed. Espero que tenham gostado e até o próximo post da série!
Hello Vintagers! Hoje trago mais um post da série especial aqui do blog: "Vintage Black". O primeiro post que fiz foi sobre a atriz Eartha Kitt. Só lembrando que essa coluna é dedicada à compartilhar imagens, vídeos, biografias, filmes e música, a fim de homenagear a beleza e cultura negra do passado, e de qualquer época.
O post de hoje é uma seleção dos famosos poutraits e postcards defotografias antigasde Africanos na América no final do Século XIX, durante a Era Vitoriana. Muitos nasceram ou acabaram migrando para a América em busca de trabalho e melhores condições de vida, portanto são chamados de African American. A maioria dessas fotografias foram feitas após o fim da escravidão na América, que ocorreu na década de 1860. Fiz uma seleção de imagens que revelam belas damas e cavalheiros elegantes em seus ternos, chapéus e corsets tipicamente vitorianos. Espero que vocês gostem e que continuem apreciando essa série especial.
Se vocês quiserem se aprofundar mais sobre a história dos Africanos na América (como viveram, trabalharam, as dificuldades pós período de escravidão, etc) eu sugiro que acessem o Black History Albumque é de longe uma das melhores fontes sobre o tema em toda a web.
Selika Lazevski ou Mademoiselle Lazevski foi fotografada por Felix Nadar em 1891.
{sources: A maioria das imagens eu retirei do Black Story Album e também do Pinterest e Google}