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Série Follies: Dolores Costello

Série Follies: Dolores Costello
Foto: Reprodução

Quem acompanha o blog há alguns anos certamente conhece a Série Follies, uma coluna de posts especiais que homenageiam as grandes estrelas do Ziegfeld Follies. Após algum tempo (para não dizer anos), resolvi ressuscitar essa série de postagens, sem falar nas outras que logo mais vocês irão conferir. Mas se você chegou aqui a pouco tempo e não sabe do que estou falando, sugiro que clique no botão "Antique/Vintage" que está no menu suspenso. Lá estão algumas matérias sobre cinema, cultura vintage, antique e retrô e curiosidades, todas escritas por mim ao longo desses oito anos de blog.

Dica de Filme: "It" (1927)



Boa tarde Vintagers! Quase que o post sobre filme não sai, mas cá estamos nós. Geralmente eu indico filmes da atualidade, mas a dica de hoje é especial. Eu sou uma daquelas que defende a bandeira do cinema mudo, e acha que todo mundo que se diz fã de cinema, deveria ao menos uma vez na vida dar oportunidade à essa arte. A atriz Clara Bow está no meu TOP 5 - Atrizes do cinema mudo, e nem é difícil entender o por quê. Ela é uma das atrizes mais icônicas do cinema. A primeira "It Girl" e símbolo sexual de sua época, com um talento e currículo cinematográfico invejável. Uma das características que mais me chama atenção em Clara é sua expressão corporal e aquele monte de caras e bocas que ela fazia. Ela atuava de maneira leve e espontânea e a gente não consegue desgrudar os olhos de cima dela. A dica de filme de hoje é do aclamado "It" lançado em 1927 (sim, um filme mudo!). O responsável por popularizar a carreira de Clara. Só lamento que ela e Louise Brooks nunca terem feito um filme juntas.
Betty só no charminho. Uma possível inspiração para todos os filmes posteriores envolvendo romance entre patrão e empregada? (rsrs)

O Filme: Clara Bow é Betty Lou, uma jovem pobre da classe trabalhadora que divide um apartamento no subúrbio com uma amiga que é mãe solteira. Ela trabalha como atendente em uma loja de departamentos, e assim que conhece o dono (ou seja, seu chefe) o senhor Cyrus Waltham Jr., Betty automaticamente se encanta por ele. Cyrus tem uma noiva muito diferente de Betty: loira, rica e sofisticada. Mesmo sendo de classes sociais diferentes, Betty vai a luta, e derrama todo seu charme pra cima de Cyrus que fica todo indeciso quanto aos seus sentimentos por Betty, pois sem querer ela acaba se envolvendo em um escândalo que foi parar no jornal: todos pensam que ela é uma mãe solteira. Em meio a dura realidade, e as confusões da vida, Betty é sonhadora e só quer encontrar o amor verdadeiro. No Brasil o filme ficou conhecido pelo título de "O Não Sei Que das Mulheres".


Esse é um daqueles filmes que foram um verdadeiro divisor de águas na era do cinema mudo. Com uma estética e história totalmente voltada para a sedução sutil, que é resumida apenas em uma única palavra: "It"! A mulher "It Girl" é aquela que tem "algo a mais" que a diferencia das outras. Uma característica marcante, que não se pode explicar em palavras. Esse filme foi responsável por marcar a carreira de Clara Bow e transformá-la em um dos primeiros símbolos sexuais do cinema. E para aqueles que não estão acostumados com filmes mudo, esse é bem dinâmico e engraçado. A última vez que assisti foi na companhia da minha mãe, e ela adorou. Fica a dica, crianças!



Um dos cartazes do filme!

Confira aqui o filme completo!

E a atuação (caras e bocas) da Clara que eu comentei no início do post, rsrs


Quando eu sei que o Boy está olhando e eu não dou a mínima, kkk

Beijos e bom feriado a todos!!

Happy Birthday Harold Lloyd (Gifs)


Harold Lloyd (20.04.1893 - 08.03.71) Foi um dos maiores comediantes de todos os tempos, ao lado de Charles Chaplin e Buster Keanton, ambos de sua época, a gloriosa era do Cinema Mudo. Um sujeito que usava óculos, magro, tímido e meio atrapalhado, essas são as principais características de seus personagens. Harold também foi um dos gênios da arte de entreter. Suas caras e bocas cômicas e a destreza física fizeram com que Lloyd criasse um novo conceito de humor. No filme "Safety Last" de 1923, ele escala um edifício pelo lado de fora, e sem ter para onde ir, acaba pendurado no ponteiro do relógio da torre, uma das cenas mais clássicas do Cinema Mudo. Ele fez mais de 200 filmes. Já aposentado, nos Anos 60, chegou a dirigir algumas compilações de filmes que atuou. Abaixo alguns gifs engraçados retirados de diversos filmes (incluindo Safety Last).

Happy Birthday Harold Lloyd!


Vocês Já repararam? No filme "Cantando na Chuva", Gene kelly está vestido como Harold Lloyd, e Cyd Charisse está vestida como Louise Brooks! Minha cena favorita, a dança desses dois!
Safety Last Completo
Boa semana a todos!

Regras de Etiqueta durante a Era do Cinema Mudo


Todos nós estamos acostumados com aquelas mensagens em vídeos, ou animações, que rodam minutos antes do filme começar. Um exemplo mais comum hoje em dia é aquela regrinha básica que muita gente ignora: a de manter o celular desligado, por exemplo. No entanto, essas regras de etiqueta existem desde a Era do Cinema Mudo. Um bom exemplo disso são essas incríveis e divertidas imagens datadas de 1912. Elas eram transmitidas momentos antes do filme começar nas salas de teatro. São basicamente as mesmas regras que as pessoas desse século poderiam adotar, só que adaptadas aos costumes da época. 

"Por favor, aplauda apenas com as mãos".... Sério, alguém aplaudia com os pés? =D

Série Follies: Nita Naldi



Hello Vintagers, tudo bem com vocês? Dando continuidade à Série Follies - que por sinal ficou um pouco abandonada - Para quem não conhece: Nesta série conto um pouco sobre a vida e a carreira das maiores estrelas do Ziegfeld Follies, então chega de papo e vamos começar?

Mary Nonna Dooley (13 de Novembro de 1894 – 17 de Fevereiro de 1961), mais conhecida como Nita Naldi , foi uma célebre atriz do Cinema Mudo, famosa pela suas personagens sensuais e perigosas que fizeram com que ela se tornasse uma das primeiras Femme Fatale/Vamps do cinema, assim como foi Theda Bara entre outras mais, tanto que era considerada a sucessora da Theda Bara. Nita nasceu na cidade de Nova York, sua família era de origem Irlandesa. Em função do abandono do pai e posteriormente a morte da mãe, ela ficou sob os cuidados dos seus irmãos e em função disso começou a trabalhar muito cedo. Trabalhou como modelo e como performer em espetáculos de Vaudeville juntamente com um dos seus irmãos. Sua primeira aparição na Broadway foi em 1918 no "The Passing Show" onde trabalhou como corista.

Photos by Tumblr/ Pinterest/ Google

The Passing Show foi o trabalho que deu o ponta pé inicial à sua carreira, através dele ela conseguiu outros trabalhos no palco como Showgirl. Em 1918 ela entra para o seleto grupo de coristas do Zieglfeld Follies e nessa mesma época muda seu nome artístico para Nita Naldi. Posteriormente ela decidi investir em uma carreira nos cinema e deu certo. Ainda jovem, Nita iniciou uma rápida, porém brilhante carreira no Cinema Mudo. Seu primeiro filme foi o "Dr. Jekyll and Mr. Hyde" de 1920 o que acelerou sua fama e lhe trouxe outros trabalhos: "The Last Door", "A Divorce of Convience" e "Expierence" todos de 1921. Sua beleza, sensualidade e atitude nas telas a consagrou como uma das beldades Vamps da época e Femme Fatales. A produção da Paramont Picture "Blood and Sand" de 1922 foi um sucesso absoluto e marcou sua carreira como Vamp no cinema sendo a personagem "Dona Sol". Destaca-se também a atuação brilhante de Rodolfo Velentino com quem contracenou em mais dois filmes. Entre 1920 e 1929 Nita participou de diversos filmes, sendo o último "Die Pratermizzi"

Na primeira foto, Nita incorporando um de seus personagens fatais. - Photos by Tumblr/ Pinterest/ Google

Photos by Tumblr/ Pinterest/ Google

Visual exótico característico de uma personagem femme fatale - Photos by Tumblr/ Pinterest/ Google

Vida Pessoal: Como qualquer estrela de sua época (ou de qualquer outra época) seu nome sempre esteve envolvido em fofocas como romances e a própria mídia da época pegando no pé dela pelo seu peso. Ela alegou nunca ter tido um romance com Valentino ou outros atores com quem trabalhou. Ela chegou a viver em Paris e enquanto esteve na Europa participou dos filmes "La Femme Nue", "The Golden Mask", e "The Mountain Eagle" . Teve um relacionamento com J. Searle Barclay desde os tempos em que ainda trabalhava no palco e se separou dele em 1931 com quem permaneceu casada até o ano de sua morte em 1945. Ela não se casou novamente e também não teve filhos. Retornando para Nova York. Nita assim como muitos outros atores de sua época não aderiu ao novo estilo do cinema falado e seu estilo Vamp de ser já não agradava mais o público Americano. Em 1932 ela já não tinha mais recursos, deprimida resolveu abandonar o cinema. Faleceu aos 66 anos de um ataque cardíaco. Por sua contribuição no cinema ela possui uma estrela na calçada da fama.

Rudolph Valentino agarrando a Nita! Cena Clássica e linda!

Nita Naldi by Alberto Vargas - Fiquei ligados pois farei um post em especial sobre alguns dos trabalhos do Alberto Vargas. 

 
Ela me lembra a cantora Caro Emerald, o que vocês acham? Photos by Tumblr/ Pinterest/ Google

E para encerrar o post de hoje, deixo alguns vídeos com imagens e só dois filmes pois não encontrei muitos de seus filmes completos para deixar aqui disponível no post. Se encontrar, irei atualiza-lo. Todas as referências do post foram retiradas desse site. É isso gente, espero que tenham gostado do retorno da série. E quem não conhece leia os outros posts. Beijos!

"Blood and Sand" - Completo


"Cobra" de 1925 - Nita atuando novamente ao lado de Rodolfo Valentino



O Universo de Georges Méliès


O primeiro post do ano de 2015 sobre cinema é dedicado ao mestre dessa arte. Criativo, ousado, à frente de seu tempo: palavras não faltam para descrever a importância desse Francês na história do cinema. E porque essa geração quase não o conhece eu senti que deveria escrever sobre uma pessoa da qual, no mínimo, os amantes de ficção científica e aventuras fantasiosas deveriam conhecer. Não estou falando de qualquer um e sim do "Pai dos efeitos especiais", cineasta e também ilusionista: Georges Méliès.

Gorges Mèliès possui um curriculo cinematográfico de mais de 500 filmes, sendo um dos mais famosos o filme Le voyage dans la lune (Viagem à lua) de 1902 {imagem via}

Georges Méliès nasceu em em dezembro de 1861, seu falecimento foi em 21 de Janeiro de 1938. Podemos dizer que sua vida como cineasta começou como um hobbie, sem pretensões ou algo do tipo. Mèliès filmava cenas do cotidiano e da vida Parisiense. Muitas de suas produções são caseiras e rapidamente foram ganhando uma dimensão quase do tamanho da imaginação e criatividade de Mèliès. Ele filmava, produzia, cuidava dos roteiros e ainda atuava. Começou a desenvolver diversas técnicas de filmagem e manipulação de fotografias, efeitos múltiplos de imagens - que em suas mãos ganhavam um efeito e formato jamais vistos, e tudo isso em pleno Século XIX. O efeito Stop Action e os famosos Storyboards (ilustrações em uma sequência representando a cena de um filme ou animação) também foi também uma de suas invenções. Passou por dificuldades financeiras e só teve reconhecimento na década de 20. Ao lado de Auguste e Louis Lumière - os famosos irmãos Lumiére - ele revolucionou a sétima arte.


Os roteiros dos filmes eram em sua maioria fruto de sua imaginação, e/ou inspirados em contos e histórias populares. Muitos curta metragens estão disponíveis pela internet a fora. É só procurar e apreciar todo esse universo fantasioso centenário. Sei que a muitas pessoas não tem paciência ou interesse no cinema mudo como um todo. De verdade, não sabem o que estão perdendo. Abaixo alguns dos meus filmes favoritos do Mágico do Cinema. 

"Le Voyage dans la Lune"- Viagem à Lua (1902)
É imprescindível que você sendo um amante do cinema veja esse filme.

L'homme Orchestre (1900)
Esse curta é hilário, reparem que ele faz o papel do maestro e de todos os músicos. Muito bom!

"La Sirène" - A Sereia (1904)
Um mágico faz surgir peixes de dentro de uma cartola e os coloca em um aquário vazio, e então uma linda sereia aparece e paquera ele. Esse foi um dos primeiros filmes sobre sereismo do mundo!

"Le mélomane" (1903)
As notas musicais gente! 

L homme à la Tête en Caoutchouc (1901)
Encha a cabeça até ela explodir!

"The Devil and The Statue" - O Diabo e a Estátua (1901)
O diabo atormentando a mocinha que é salva pela estátua. O detalhe está no fato dele mudar de tamanho.

The Eclipse (1907)
A lua e o sol flertando é simplesmente cômico. Muita coisa acontece nos céus enquanto os astrônomos observam!

A Invenção de Hugo Cabret (2011): O famoso e premiado Filme dirigido por ninguém mais ninguém menos que Martin Scorsese e co-produzido por Johnny Depp, conta história de um garoto que vive em uma estação de Paris e que tenta desvendar um mistério. Nem preciso dizer a quem o filme faz referência, certo? Para evitar spoilers para quem ainda não viu, eu vou parando por aqui. 

A Invenção de Hugo Cabret - Trailer (2011)

Ben Kingsley como Georges Méliès (Papa Georges)

Eu espero que vocês tenham gostado do post de hoje. Cinema, livros e séries serão temas mais frequentes no blog. Clique aqui  para conferir um post sobre Méliès todinho em Gifs, feito pela Inajara do Vintage &Geek. Blog do qual eu indico por inúmeras razões, sendo uma dessas o acervo sobre filmes. Uma ótima semana para todos!

Beijos!

Louise Brooks, o Canário mudo!


Não sei se já contei para vocês sobre esse filme, que é mais famoso pelas histórias que aconteceram no backstage do que da produção cinematográfica em si. O filme "The Canary Murder Case" de 1927, trata-se de uma novela sobre um assassinato produzida pela Paramount Pictures e dirigida por Malcolm St. Clair e Frank Tuttle. No filme, a atriz Louise Brooks interpreta o Canário (the Canary), uma jovem e sensual cantora que trabalha em um club noturno. Logo no início do filme pode-se ver Louise interpretando o canário, sentada em um balançando que também pode ser um trapézio, como se estivesse voando em cima da platéia. A melhor cena do filme na minha opinião e de muitos também. A trama começa a se desenrolar a partir do momento em que o Canário (Louise) é assassinada de forma misteriosa.

O filme, que inicialmente foi produzido em 1927 só foi lançado em 1929. Louise acabará de retornar aos Estados Unidos após ter participado de duas grandes produções na Alemanha. Produções essas que a tornariam um ícone do cinema mudo, sendo elas a famosa "A Caixa de Pandora" e "Diário de Uma Garota Perdida". O cinema falado estava começando a surgir em Hollywood, momento esse em que Louise retorna. Ainda muito chateada com a Paramount, devido aos acontecimentos e brigas que teve com os produtores antes de viajar para Europa, Louise recusa a oferta de US$10.000 para dublar sua personagem no filme. Essa atitude foi crucial para que Louise fosse afastada de uma vez do cinema. Os diretores ficaram extremamente irritados com ela, e sua forma de vingança contra a jovem atriz foi, infelizmente, muito eficaz.

O outro lado de Louise Brooks



Muitas pessoas confundem a temática desse blog. Acham que é um fanblog da Louise Brooks. Na verdade é e não é. Aqui no meu blog antigo, eu falo de tudo o que eu gosto, e que marcou uma geração: seja na música, cinema ou literatura. Sim, sou muito fã da Louise. Para mim ela é a diva máster de todos os tempos. A primeira vez que a vi eu deveria ter uns 10 anos, pelo que me lembro. Vi uma foto sua, a famosa foto de pérolas em uma loja. Mas o post de hoje é diferente. Como o próprio título sugeri. Que ela é um ícone da moda e do cinema isso é fato, mas quero ressaltar o lado humano da Louise, compartilhando algumas foto que muita gente nem viu, ou se viu, sequer imaginou que fosse ela. Espero que gostem!

Lulu Teen!


Mesmo com o boato sobre sua voz, Louise conseguiu participar de alguns filmes na década de 30. Porém, foi a década em que sua carreira como atriz seria deixada de lado para sempre. Alguns filmes ele sequer foi creditada. O orgulho, a inveja de produtores e o péssimo rendimento comercial desses filmes fizeram com que Louise dissesse adeus à Hollywood de forma muito precoce, na minha opinião.


Brincando de ser Mary Pickford

 
Foto durante a década de 40, em que Louise montou sua própria academia de dança.
Essa é uma das minhas fotografias favoritas.

Sim, essa é a Louise Brooks na fase final de sua carreira como dançarina, durante a década de 40.
 
Primeira foto: Louise em Nova York, na década de 50. E durante a década de 70.

De atriz e bailarina para escritora: Muito tempo iria se passar até que Louise se tornasse uma "Best-seller", com seu livro "Lulu in Hollywood". Ela passou a escrever artigos sobre o cinema. Quem melhor do que alguém que viveu esse universo para fazê-lo? Acho que ela foi uma linda idosa, tinha uma pele perfeita!
Louise, já bastante debilitada pela idade e doença. Ela sofria de artrite deformante.

Pena existirem poucos arquivos sobre seus trabalhos, mas também ela não teve muito tempo em hollywood. O filme "A caixa de Pandora'' é genial, se puderem assistam. Aqui no meu humilde estranho blog faço uma homenagem à essa grande estrela. Abaixo, segue um ótimo documentário sobre a Louise fala da própria experiência no cinema, e cenas de outros filmes que ela fez em quê, pasmem: Ela fala!....Sim, a estrela do cinema mudo falando. Pois é, o que vocês acham, a voz dela era mesmo horrível?